Propositadamente com minúsculas. É assim que eu sinto estas duas primeiras formas de estar na vida – subviver e sobreviver: minúsculas, pequenas, despercebidas, opcionais, a respeitar. Em certos ciclos, em certas fases, até necessárias, mas sempre minúsculas. Há também quem opte por ‘ir tocando a vida em frente’ sempre e apenas, sub ou sobrevivendo. Tudo bem… Ou melhor, como está agora tão em voga: ‘Vai Ficar Tudo Bem’.
Porém, comigo, esta forma de estar na vida não condiz. Enquanto pessoa, enquanto mãe, enquanto amiga, enquanto psicóloga, enquanto terapeuta familiar, enquanto moderadora de grupos, contem comigo para SuperViver!!! Para Viver com Maiúsculas, em Grande, Apercebendo-nos de tudo o que se passa ao nosso redor. E quando digo tudo, é mesmo tudo! Não apenas a alegria, a felicidade, o amor, o carinho, como também, a tristeza, a raiva, a mágoa, a saudade, a angústia. Pois acredito que, apenas vivendo intensamente as nossas emoções, os nossos sentimentos e permitindo-nos examiná-los com atenção, com dedicação, com admiração, valorizando-os, podemos tirar pleno partido deste Magnífico Dom que é a nossa Vida.
No ano e mês em que nasci, Junho de 1972, foi lançada esta música:
I can see clearly now, the rain is gone,
I can see all obstacles in my way
Gone are the dark clouds that had me blind
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun-Shiny day.
I think I can make it now, the pain is gone
All of the bad feelings have disappeared
Here is the rainbow I’ve been prayin’ for
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun-Shiny day.
Look all around, there’s nothin’ but blue skies
Look straight…
(I Can See Clearly Now, de Johnny Nash)
Quem sabe se, o Johnny Nash, não pretendia deixar-me exactamente esta mensagem: “Patrícia, existirão muitas nuvens negras na tua vida, dias chuvosos. Contudo, serão eles que te permitirão tirar partido dos dias de sol, céu azul e das cores do arco-íris da vida”
Não sei se já consigo ver tudo com a clareza do Jonny Nash, mas sei que todos os dias SuperVivo com a intenção de procurar clareza para mim e para os que me rodeiam.
Patrícia Charters, Psicóloga e Terapeuta Familiar