Abraço: mistério, encontro, crescimento

Há uns tempos alguém me perguntou que tipo de terapeuta sou?

Sobre este tema muito posso dizer porém escolhi o dia de hoje – Dia do Abraço, para responder com recurso a poucas palavras: enquanto terapeuta entrego-me à relação e, com a minha subjectividade emocional, vou sentindo o coração de quem tem a nobreza de comigo partilhar a sua intimidade. Através deste encontro de sentires vão-se elaborando novas reflexões, novas narrativas e, concomitantemente, novas formas de agir promotoras de maior bem-estar. A consolidação destes processos efectiva-se em muitos momentos de abraço – plenos de mistério, encontro e crescimento.

“O abraço é uma longa conversa que acontece sem palavras. Tudo o que tem de ser dito soletra-se no silêncio, e ocorre isto que é tão precioso e afinal tão raro: sem defesas, um coração coloca-se à escuta de outro coração.” (in Revista Expresso, 22/01/2016, José Tolentino de Mendonça)

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